Da memória em uma cor

Pintei-te em azul -
Sobre os sopros do teu ofício -
Uma brisa afasta a cortina
E no espaço da janela
Avisto teu sorriso.

Quando és todo presença
Demoro minha vida
Perene guarida
De um céu sem nuvens.

Sobre os presentes espalhados
Sorri-me um então, amigo
Doce sussurro de Deus,
Dos sonhos, vivido
A linha azul da indizivel
Feitura na qual se debruça
O nosso tapeceiro.