Helena

Aquela cantata antiga
Casada num recôndito celeste
Os sorrisos de vida sem métrica:
Não conto seus dedos -
Mas esses sorrisos cantavam seu nome,
Helena.

Por que me deparo à lembrança hoje?
Esse novo tipo de lar me desenha a memória sempre ali,
com olhos mudos,
futuro adiante.

Combinei-me com o por-do-sol
e não há por aqui cor alguma
a ser comparada com aquela que enfeitava tuas feições
sem esquecimento.

Sorrio, breve.
A cantata antiga então ressoa,
ela canta o mesmo refrão.
Esta noite cantarão ainda meus lábios,
Tua doce cor
Ou um nome eterno, por onde me encontro:
Helena.